2006-04-25

Ninguém prende o pensameto - 25 de Abril sempre!













Imagens: O Público; Escola das Taipas
O meu agradecimento a quem lutou pelo 25 de Abril.
O meu agradecimento para quem luta diariamente para uma sociedade melhor, mais livre, mais igual, mais fraterna, mais de todos...muito mais de todos...
Hei-delachegar!!!

2006-04-23

23 de Abril - O Livro



O livro ocupa grande parte das nossas vidas, ou por outro lado, é parte fundamental nas nossas vidas. Não gosto de ouvir dizer que o livro precisa de nós para sobreviver! Nós é que precisamos do livro!!! Sem o livro, não haveria vida que valesse a pena ser vivida, ou pelo menos, passaríamos ao lado de uma boa parte de ela. Mas o livro pode oferecer também grandes complicações. Sim, grandes complicações…
Vou tentar explicar. O grande problema do livro poderia ser a sua arrumação. Livros pelas esquinas da nossa casa. Livros pelas esquinas das casas nos nossos pais, mães e por aí fora. Livros que se acumulam nas estantes em duas e três camadas, que só fazem perder o rumo de muitos outros livros, que por vezes os compramos de forma repetida. Livros que não sabemos o que lhes fazer, pois perderam a validade nas nossas vidas. Livros que lemos e que por vezes não sabemos como foi possível aguentá-los. Livros emprestados de um ou outro amigo mais distraído, porque os distraídos nunca somos nós…claro. Livros que nos fazem relembrar momentos ou que partilharam momentos connosco. Livros que nos fazem perder momentaneamente o rumo do nosso orçamento e que numa loucura temporária foram parar lá a casa. Livros que nunca lemos e que nunca vamos ter paciência para os ler. Livros que guardamos para o futuro e que nesse futuro já nem tempo temos para os livros do presente.

Não sei, mas depois de isto tudo, o livro continua a ser uma coisa magnífica que vale bem a pena todos os sacrifícios.

Assim, o dia 23 de Abril, adoptado como o dia internacional ou mundial do livro, foi uma ideia magnífica, eventualmente adoptada de um costume catalão, onde o livro e a flor andam de mão dadas. E é mesmo de mão dada!!! Quem já viveu este dia em terras da Catalunha, já saboreou a troca de uma flor por um livro! É fantástico!

Viva o livro… que viva o livro…

2006-04-21

Tempo de espera

O tempo de espera pode ser assustador.
Em criança julgamos que nem o conseguimos aguentar e queremos deixar de o ser rapidamente!
Em muito mais criança, é simplesmente impossível existir tempo de espera, simplesmente não existe. Não aprendemos a usufruir do bom que o tempo de espera tem.
Quando somos mais velhos, jovens, o tempo de espera torna-se amargo, ambíguo e sem sentido. Ora queremos esperar…que isso passa… ora não queremos esperar… que isso nunca vai passar…

Mas vamos crescendo, vamos ficando mais velhos e mais ponderados. Fazemos da moderação um estatuto social que só a idade, aparente, pois temos que aparentar essa idade de mais velhos… que só a idade nos dá. Pois o tempo de espera continua a ser insuportável… já esperámos muito tempo, a esperar fiquei velho, já passei a minha vida à espera… e pergunto-me: À espera de quê??? Mas afinal o que é que fiz desse tempo de espera? Passei o tempo de espera a protestar do tempo de espera, o tempo passou… a esperar!!! Também viver no tempo de espera é uma arte que vale bem a pena desenvolver e porque não, a fazer arte? Seria a arte de esperar no tempo de espera. Temos que aprender e a aproveitar o tempo de espera! Estar preparado para ele, recebê-lo como quem recebe mais tempo, para ter tempo de gozar e usufruir bem o tempo de espera!

Vamos ser felizes com os tempos de espera que nos esperam!!! Todos esperámos nove meses e bem sofremos quando esse tempo de espera acabou, ou já não se lembram? Podemos não conseguir à primeira, nem à segunda, mas também foi assim que aprendemos a andar e a fazer a maioria das coisas que fazemos. Vou tentando, porque assim… hei-delachegar!

2006-04-10

Em busca de um lugar encantado

Acredito que todos têm um lugar encantado. O nosso lugar encantado!!! É só nosso, é encantado. É encantado por nós, não pode ser um lugar qualquer, encantado por qualquer um!!! Claro… parece-me perfeitamente claro. Somos o senhor do nosso lugar encantado e pode não ser perfeito! Não somos deuses para nos armarmos em fazer um lugar encantado! Mas, podemos ser o encantador do nosso lugar. Talvez já não possamos utilizar o encantamento para o nosso lugar encantado… já não seria um lugar encantado. Seria uma outra coisa, superficial, enfeitiçado, influenciado por algo que não fossemos nós, o dono do verdadeiro lugar encantado.

Um lugar encantado não é mágico, pode nem sequer ser irresistível, muito menos atractivo ou maravilhoso, mas é encantado. É arrebatador, tentador, prazenteiro e cheio de qualidades…encantadoras. É arriscado, é ousado e grandioso, mas não é fruto de um encantamento, de um qualquer feitiço que nos tolhe, deturpa e infecta facilmente o nosso lugar encantado.

Temos que resistir à facilidade do encantamento, da magia e porque não, da feitiçaria, mas não podemos desistir da procura do nosso lugar encantado. Podemos convidar quem quisermos para o nosso lugar, sermos bons anfitriões do nosso lugar, partilhar lugares encantados e depois, voltarmos para o nosso lugar! Cada um voltar para o seu lugar encantado!!! Temos que o defender, limpar, actualizar, rechear, repensar e assim, continuarmos a pertencer ao nosso próprio lugar encantado. Facilmente o nosso lugar encantado poderá deixar de ser o nosso lugar encantado… mas este é o meu lugar encantado? Pergunta…de difícil resposta…

Vamos então continuar à procura do nosso lugar encantado, mas cuidado!... com o lugar encantado. Já encontraram o vosso? Eu não mas… hei-delachegar!!!



2006-03-17

Um Museu que bem pode ser uma maternidade


Este espaço vale a pena ser visitado. Está recheado de histórias e de história, que se misturam como um ingrediente perfeito com o nosso sentimento e imaginação. Os mais audazes, podem até tentar experimentar, como que de um desafio à obra do Mestre fosse feito e aceite! Os instrumentos são muitos e bons, que só o apurar de destrezas, de um homem e seu filho ao longo de mais de 50 anos, o podem fazer.

Podemos vê-lo como a junção perfeita de mãos ancestrais às mais apuradas técnicas de execução musical dos actuais instrumentistas, ou pelo menos de alguns. É um pouco húmido no Inverno e fresco no Verão, que só uma visita calorosa pode fazer com que os instrumentos expostos aqueçam o espírito e a atmosfera que se vive. Para compor esta orquestração, o caminhar em harmonias sucessivas para o fim da visita, é obrigatório a “vivenciação” da oficina do Mestre. É aí que tudo o que foi visto anteriormente faz sentido.
É lá a maternidade destes instrumentos, que paridos com a ajuda do artesão, se dá à luz, lindos como tudo o que nasce!!! Podemos encontrar a união quase perfeita entre o início, bruto e cheio de pó, serras, faróis e formões, até ao fim onde a delicadeza do polimento final e do verniz, com um ou outro embutido em madre pérola, faz levar cada nascimento para

o berço Museu ou para a casa de algum felizardo.


É o Museu dos Cordofones de Domingos Machado. Bem haja!!! E eu com ele vou chegando mais perto e muito provavelmente a lugar nenhum, mas com muito gozo e felicidade pela contribuição.


Apareçam porque assim vale a pena e claro que… hei-delachegar!!!

2006-02-17

Pontos de encontro


O que podemos aprender com a simples observação do que nos rodeia, é uma fórmula que nos pode evitar muitas dores de cabeça, ou até evitar que fiquemos sem ela. É verdade! Não quero fazer deste espaço dedicado à escrita, um ponto de aconselhamento, e muito menos pensar que posso ensinar alguma coisa a alguém, sendo esta afirmação, uma verdadeira realidade! (Uma verdadeira realidade…). Também quero evitar ter que fazer este tipo de afirmações muitas vezes, isto é, fazer uma aproximação ao que poderíamos chamar de justificação. Não! As justificações são para as questões levantadas que eventualmente mereçam essa acção do espírito ou até da razão. Seja como for, os pontos de encontro existem. Existem e servem de referência a isso mesmo, pontos de encontro. A verdadeira realidade é que pode eventualmente não existir! Realidade… verdadeira… existir ou não? Se é realidade já será verdadeira, por isso, ela existirá, mas… a dúvida poderá perdurar para sempre. Posto isto sobre o ecrã, os pontos de encontro existem mesmo. Em primeiro lugar, um ponto nunca está sozinho num encontro. Um ponto de encontro significará sempre a existência de dois pontos. Em segundo lugar, esse ponto de encontro, que já sabemos que só existe com dois, tem que ter uma ligação. Esta ligação pode ser por uma recta, uma curva, ou até uma mistura destas duas manifestações de ligação. Num futuro próximo, até posso admitir uma ligação virtual, mas nunca será uma ligação sem ligação…fica para esse futuro próximo. Em terceiro lugar, porque é preciso ter respeito pelo três, um ponto de encontro deverá sempre de ter uma rede, pois se o ponto de encontro falhar em alguma das duas premissas anteriores, dá sempre jeito essa rede para amparar a queda.

Não vou dizer que os pontos de encontro comandam a vida, mas com toda a certeza que comandam a ideia que levou à elaboração deste texto. É preciso compreender, respeitar, procurar, manter, ligar, reforçar, deslaçar, entrelaçar e outras coisas mais, para que um ponto de encontro encontre a sua verdadeira força e sentido.

Usem e abusem do ponto de encontro, mas cuidado… um ponto…dois pontos… não façam do ponto de encontro, nunca, três pontos… eu pelo menos para lá caminho, por isso tenho a certeza de que hei-delachegar!

2006-01-28

Há coisas que devem ser partilhadas


Serei daqueles que acreditam ferozmente, que não devemos de partilhar tudo e muito menos a infelicidade. Mas há infelicidades, que por serem tão genuinamente puras, merecem esse elevado estatuto de partilha. Também não existe nenhum tipo de alternativa, pois é de facto uma infelicidade maravilhosamente bela. Nunca o partilharia, mesmo que de forma anónima, se assim não fosse. É tão bela e veio num momento tão certo, que já não terá mais o baixo estatuto da infelicidade, pois esta, ainda terá os meios e a oportunidade de subir na cadeia hierárquica da vida futura de que já teve um passado de criança.

É simplesmente a carta manuscrita de uma criança, em relação a uma ideia genial, ditada por uma avó. Fala de um churrasco e…bom proveito.

2006-01-13

Por onde andei!

É o título deste texto que está errado. Claro que não vou expor a toda a comunidade bloggista e outros, o que andei a fazer nestes tempos desde que desejei um bom natal, desde o ano passado! Enfim, para os mais entendidos, o título está mesmo errado. Mas então que estou eu para aqui a dizer? Não, a inspiração não acabou, nem estou a expirar nada. Estou apenas a preparar-me para começar a dizer qualquer coisa… esta já a aprendi com os nossos políticos! Mas também não é deles que estou a querer dizer alguma coisa. Desses, já não há ABSOLUTAMENTE mais nada para dizer. Vou mas é falar de prendas… são as minhas, é certo, mas não deixam de ser prendas, aquelas coisas que nos podem, ou pelo menos devem, surpreender, mesmo que sejam as dos outros. Não quero dizer com isto, que vivemos com as prendas dos outros, mas podem por vezes, dar-nos um ligeiro aconchego… que alegria. Não há nada melhor que o carinho humano…porque não vou muito à música com animais domésticos…mas não há nada que chegue a uma boa ideia e melhor ainda, a uma ideia fantástica!!! Desculpem-me o facto de não partilhar esta prenda com vocês, mas sempre podem ficar contentes…o tal aconchego! Também tive muita música, que só para citar alguma… não, mas continuem a acreditar e a ter o tal aconchego! Sempre que me sentei à mesa, foi qualquer coisa de memorável. Desde o calor da lareira até à energia das generosas calorias, só tive tempo para pensar que não poderia invejar ninguém neste mundo. Até este pensamento desapareceu, deixando apenas a suficiente vontade de partilhar estas palavras. As prendas foram-se sucedendo até chegar ao auge de todas elas…ao clímax que queremos sempre e forma bem ingénua, que nunca acabe. Podem acreditar e ficar bem aconchegados, que esta então é que não vou dizer que prenda foi! É preciso acreditar e todos os desejos serão sempre realizados…é preciso continuar a acreditar e tudo fará sentido um dia…por tudo isto e muito mais, é que é preciso não deixar-mos de acreditar porque…Assim ficamos todos bem mais aconchegadinhos!

Já agora, um muito bom 2006, que todos havemos de lá chegar…ao fim.

2005-12-02

Ai Natal Natal












O Natal…é o ópio do povo…Não, que falta de imaginação!

O Natal marca ano após ano, aquilo que nunca conseguimos fazer de melhor durante…Não, que falta de amor-próprio!
O Natal é para as crianças e já significa muito para os… Náaaa, esta então sabe mal!
O Natal serve para lembrarmos que a perfeição pode existir, pode não existir mas temos que continuar a insistir… Não, é demasiado vago!
É Natal, ninguém leva a mal… Não, esta pertence a outro lugar… mas tem potencialidades!
O Natal é para todos… Enfim, esta é uma grande treta!
No Natal recebemos mais… Não, é todo para gastar e, só se gasta o que se tem… bem… ou não!
No Natal até os animais têm direito a um bolinho… Não, até aos animais, ainda faltam muitos a quem dar alimento!
O Natal serve para dar esperança a todos… Esta é para rir!
O Natal cabe que nem uma luva dentro de uma casa comercial… Não, demasiado verdadeira!
O Natal é sempre uma quadra especial… Não, só se for para rimar!
O Natal cheira a boa disposição… Não, definitivamente não!
O Natal tem canções de Natal… Não, é verdade mas são uma seca!
O Natal serve para desejarmos Bom Natal!... Sim… Não, é muito pouco para um Natal!
O Natal lembra que é Natal todos os dias… Poderia ser, mas não, temos uma memória demasiado curta para isto!
É Natal e continuo à procura… de mais um Natal!
Feliz Natal para todos…porque não?

2005-11-25

Um Tasco Tosco


Um tasco vê-se nos mais ínfimos pormenores. Ínfimos ou infinitamente grandes! Não é pelos espelhos ou sequer pelas mesas alinhadas três a três! Também não é pelos azulejos azulados a meias com uma parede azul. Nem sequer é pela porta da casa de banho ser vizinha chata da mesa da ponta…e abrir a porta para fora! Não o é certamente pelo cinzeiro sujo, posto à frente de qualquer um, nem pelo cheiro a churrasco frito…enfim, uma mistura de carnes… às 8.30h da manhã?!!! Também não será pelas folhas de publicidade sem erros de bom português, a anunciar o eterno menu do pequeno ou grande almoço! Não é pela simpatia materna e condescendente, com unhas de quem acabou mexer naquele carvão… ou então não, da dona ou mulher do dono! Não!!! Não é pelas latas de sumol fora de validade, no que ao pó se refere. Não será certamente pela arca frigorífica da Olá, digna de um talho ou de uma feira de sardinhas de São João! Mais uma mosca apanhada naquelas luzes…e esta era grande…
Não se vê um tasco pelas grades vazias de bebida em garrafa ou pelo relógio a precisar de renovar energias!
Um tasco vê-se nas borras de café deixadas nas bordas interiores e exteriores de um chávena patrocinada e na sua colher imaculadamente utilizada…sem mácula por clientes sem conta que vão sobrevivendo porque é o único tasco num raio de 10 metros?!!! Um tasco vê-se pela sua casinha de banho inutilizada por alguém distraído, não se sabe quando!... Aceitam-se apostas. Não percebo mas certamente que hei-delachegar!!!

2005-11-01

No máximo a primeira metade

Foi um bom início de tarde. Havia sol que disfarçava o frio que se fazia sentir, o que tornava o dia especialmente luminoso e com um cheiro a pinheiro como só naquele local. Escolhi um vocábulo, uma ideia e lá desatei a chorar. Não era um choro de lágrimas mas sim, de fome e sede. Que luxo! Duas fontes só para mim! Mas isso já lá vai bastante tempo. Muita coisa passou e outras que ainda custam a passar, mas lá se vai disfarçando o que ela tem de pior. Um retoque aqui, uma boa vontade ali e ela vai sendo “feita de pequenos nadas”. O dia acordou escuro, chuvoso e com muito vento à mistura, o que faz a combinação ideal para um convite à reflexão de “no máximo a primeira metade”. Não sou propriamente um “aniversáriamente” saltitão e festivo. Não certamente, por mais um troço ter sido construído, mas sim porque sinto sempre mais uma vontade de simples contemplação, de usufruto de pequenas situações que um dia como este pode trazer. Foi assim. Está a ser bom! Valeu bem a pena o esforço que é preciso em crescer e superar todas as crises. Há crises para todos os gostos. Dos dentes, das doenças sazonais, dos porquês confusos, do primeiro e dos outros dias de escola, dos namoros, dos amigos, das descobertas, das experimentações, adolescência… nunca mais acaba. Agora e como se não fosse pouco e só para chatear, é a crise dos 30… e por aí fora. Crise é a má vizinhança, o mau perder e o mau humor!!! Já não é simples sobreviver… é viver! A vida é bela… “poça”!!! Também vi o filme! E hoje tudo continuou, soube tão bem! Foi um avião, um cometa, uma torre…duas? Não!!! Foste tu! A loucura do costume… e lá estavam todos à janela a cantar… mas…”não tenho mão em mim!” QUE DOIDOS. Eram quase todos, muito bem representados e apessoados como só podem ser. Mas que colecção, quem os juntou? Só podias ser tu…! Cantam tão bem. Não sabia eu que isto era só uma ponta… e que ponta! Que o resto do mundo me compreenda, mas senti-me o melhor, o mais especial, o mais fora do normal, tinha acabado de nascer outra vez… sem a crise do choro e da sensação de “o que faço aqui!” Não sabia o que estava ainda para vir e até já estava “aniversariamente” saltitão, paspalhão e sorridente como se fosse a primeira vez… essa primeira vez em que és super-homem, que tudo é teu e que nada te pode acontecer. Que loucos… Que louca!!! Que paixão! Sim, tu a meu lado neste “no máximo a primeira metade”. Parece que estiveste sempre aí! E afinal estiveste. Mais um… mais outro… muito mais outro… e outro… e já sabem… assim como todos vós…hei-de…

PS: Podem ver mais fotos, pedindo a password claro!!!
www.parazz.com/albums/RuiRod