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2006-12-04

Coisa ruim!


Não parece mas é… um texto s obre música e o estado das coisas para quem o quiser entender assim! Fui a um concerto no antigo cinema Batalha! O nome do cartaz, não me era simpático, mas como alguém disse, até é um nome bonito e bem português… Entrei, não fui sozinho… e depois de um bom MOMENTO de espera, lá entraram os músicos, tudo normal! E eis que entra a diva… grande, cabeluda, cheia de tiques de… má cantora, mal vestida, mas muito mal vestida e, em conclusão, mais parecia uma… lontra! Opinião que se estendeu de imediato a quem estava ao meu lado, bem, pelo menos a um dos lados. E tanta publicidade ela teve, das boas, das melhores, até ouvi dizer que era a melhor do país e isto, numa rádio nacional! Era a Jacinta em toda a sua magnitude, e é grande! Dar uma oportunidade era o que se impunha no momento. Uma oportunidade, duas, três… enfim, sem brilho, sem novidade, sem conversa e ela bem tentou “…esta música foi cantada por muitos… bem, só a Ella…” cá para mim, Só Ella e Eu… que grande lata! Mas com muita esperteza, lá deixava os músicos brilharem um pouco e que com a insistência de quem parece que lhes está a fazer um favor, lá os apontava com uma manápula estendida em busca do aplauso do público. Insistentemente, dava o andamento com uma intensidade tal, que toda a música ficava absorvida por aquela contagem gritante, como se os músicos fossem crianças atabalhoadas e não fossem os únicos a saber o que estavam a fazer… Em resumo, o pior de Jacinta é definitivamente a Jacinta, e o melhor, além da minha companhia, foram claro está os músicos: Rui Caetano, Jorge Reis, João Lencastre e João Custódio. Mas que grande lata “Day dream tour”… só num bom pesadelo! E tantas excelentes cantoras no nosso país… mas o que veio esta cá fazer? Não entendo, mas hei de lá chegar!

P.S.: A imagem é uma verdadeira homenagem a um outra que se encontra um pouco pelas paredes da nossa cidade… qualquer parecença com a realidade é pura coincidência!


2006-11-27

Não voou!!!

“Que saudades que eu já tinha da minha linda casinha”…Oops!!! Deixei o meu blogue abandonado! Bem, abandonado não, mas dei-lhe asas para voar e sair de casa. Não é que me bateu à porta um dia destes? E como é que poderia ter voado? Ainda é uma criança e como tal, precisa de muito carinho, alimento e disponibilidade. Acho que o meu blogue estava a fazer um pouco de birra comigo, sim, porque ainda é o meu blogue… ainda não é dele próprio. Seja como for, vou voltar a arrumar a casa e continuar a falar de coisas. Algumas destas coisas eu compreendo, outras nem por isso, mas, certamente que hei-delachegar!!! Bem vindos.

E para vos dar uma prendinha antecipada, aqui vai uma canção divertida, claro está, de Natal.

2006-07-21

Aquijazz no Grande Auditório do Rivoli


O fantástico grupo Aquijazz levou ao Rivoli o seu concerto. Esta sala de espectáculos do Porto, recebeu de forma entusiástica, o grupo que conseguiu mostrar o seu trabalho em condições exemplares. A forma simples, moderna e descontraída com que brindou a assistência, chegou a obter momentos de verdadeira qualidade artística e emotiva, fazendo deste grupo vocal, único no seu género, dentro e fora de fronteiras do nosso grande país!

Subir a um palco assim, é um verdadeiro prazer e um momento sempre único para qualquer artista. Deixar-nos envolver, por todos e com todos, do palco ao público, é o toque que nos faz avançar e crescer. Transmitir isso, é o truque e afinar com “jazzer” é o toque de génio e, porque não, de género. Aquijazz está a tornar-se numa verdadeira escola, senão de músicos, de sentimentos! O melhor e o pior fazem parte do jogo… e vale verdadeiramente a pena vivê-lo e jogá-lo. Como um condutor genialmente louco, fazer música é também certamente seguir regras e quebrá-las ou até mesmo seguir regras a quebrá-las! É certamente aprender técnicas, apreender os mecanismos e deitá-los ao lixo, dar pontinhas de improviso aqui, tirar pedrinhas das sandálias ali, baralhar e voltar a dar.

Mas deixando estas considerações, por vezes duvidosas, um abraço grande e especial ao público, que de forma improvisada, nos transmitiu um carinho e uma sinceridade participativa de cortar a respiração!!!

Até à próxima a todos! E já agora, vão visitar-nos a

www.aquijazz.com e http://aquijazzesmae.blogspot.com

Conceitos educativos III

Plano Extraordinário de Recuperação

Quem leu atentamente o post anterior, já saberá certamente para que serve mais este papel, que é como uma recuperação do tal plano de recuperação. É como que um pedaço de milagre a instâncias superiores! Sim! É que em educação, há um nível superior de milagre!!! Há um nível superior de aquisição de conhecimentos e competências, que ultrapassa o próprio espírito do ser ou não ser, do saber ou não saber, eis a questão!!! É o tal plano extraordinário de recuperação. “Eu nem sabia que sabia isto tudo!”, dirá um aluno mais distraído. Eu pensei que não sabia nada, que não fiz nada ao longo do ano, que quase nunca fui às aulas e que quando fui só fiz asneiras… porque sim e até disse com naturalidade e esperteza que merecia chumbar! Chumbar, é um conceito que já só os alunos utilizam, pois o chumbar deixou de existir. Mas continua o tal aluno: “ Afinal, se eu sei mesmo isto tudo…passo de ano…fixe!”. Os professores são mesmo os maiores.

2006-06-23

Conceitos educativos II

Plano de recuperação

É um papel burocrático, que visa melhorar e até oferecer sucesso aos nossos alunos. Ferramenta fundamental e indispensável, hoje em dia, para que um aluno que não fez nem faz absolutamente nada, consiga obter sucesso nos seus estudos. É de facto um pedaço de papel, com uma série de cruzinhas, que alertam a escola, os professores e os encarregados de educação de que esse aluno vai conseguir superar as suas dificuldades, mesmo que continue a não fazer nada. É um pedaço de papel que obrigatoriamente vai ter que dizer aos nossos dirigentes, que fizeram uma “grande coisa” e que esses alunos, por obra mágica do mágico Plano de Recuperação, vão por obra do espírito santo, ou dos santos dos nossos dirigentes políticos, obter as tão pretendidas competências. É um pedaço de papel que vale ao aluno, mais 45 min, 90 min, etc… dependendo das salas disponíveis numa escola, o prémio de poder recuperar, em pequeno ou grande grupo, as muitas negativas, maliciosamente atribuídas pelos professores. Assim, o Plano de Recuperação vai obrigatoriamente ter que ser avaliado por todos os agentes educativos. Entenda-se avaliação, como mais um papel milagroso que vai obrigar, como se o anterior não chegasse, a que o aluno tenha efectivamente e finalmente sucesso!!! Esta definição não fica por aqui… pois vai obrigar a que o aluno, como se de um confessionário de tratasse, a prometer que para o ano seguinte, ele vai finalmente começar a trabalhar nos seus estudos… há, há, há… Resta salientar um facto não menos importante. Estão preparados? Há turmas inteiras a usufruírem de forma obrigatória, do tão espectacular e pouco modesto Plano de Recuperação! Façam as contas e o sucesso já espreita nas nossas escolas.

Conceitos educativos I


Para os mais distraídos, dentro e fora das nossa escolas, parece-me que importa explicar, ou pelo menos abordar, sob determinada perspectiva, que como tal, também assumo como verdadeira, alguns conceitos. Talvez assim, eu próprio consiga me compreender e compreender por simpatia, a nossa própria sociedade. Vamos então rever algumas novidades que visam melhorar o nosso sistema educativo. Entendo aqui por sistema educativo, todos os factores que contribuam de alguma forma, para a educação dos nossos alunos e consequentemente, para a educação de uma sociedade mais livre e democrática, empresa esta cada vez mais difícil e aparentemente distante. Mas, sem me desviar do meu objectivo, porque isto da democracia é só para alguns e cada vez menos, aqui vou eu.

2006-06-21

Um momento

Estruturar um conhecimento, moldar diferentes campos de acção e ver o processo acontecer, a ganhar significado e forma é de facto maravilhoso. Estou a falar de educação no seu sentido mais lato. E então quando o esforço dessa preparação, construção ou até moldagem acontece, como já é previsível e consciente, num só momento, é tudo o que um educador pode desejar. Nem sempre acontece! Um educador vai fornecendo, passo a passo, ferramentas, vai fazendo a dobragem sabendo que o resultado final só pode ser aquele! Os dias vão passando e nada parece acontecer, tem que batalhar e convencer o aluno que vale a pena este processo, que aparentemente não tem ligação com nada. Uma peça aqui, uma acolá, volta a desmontar, troca de peças, faz uma revisão geral, volta a trocar e depois… a coisa acontece. Quando acontece, é só andar para a frente a todo o vapor! Faz lembrar o primeiro passo de uma criança, que depois deste, nunca mais voltará a gatinhar, ou andar de bicicleta, que depois é só acelerar, ou até mesmo nascer, que após nove longos meses tudo ficou no lugar, com autonomia e pilhar recarregáveis, bateria ilimitada… com uma ou outra manutenção de vez em quando! Vencer a ansiedade de quem educa é fundamental, pois tem que se saber que um processo tem fases, ter a certeza destas fases e convencer com todo o empenho e eficácia os seus alunos de que vale a pena! É simples… mas também como a quem estamos a ensinar, temos que continuar a dar os nossos próprios passos, a passar as nossas fases, para o tal momento maravilhoso acontecer e até deixarmos que aconteça e se acontecer, usufruirmos dele! Afinal, ver a obra concluída, depois de a termos imaginado no início, é lindo! Já tive estes momentos e nem sempre tive estes momentos, mas depois de o ter saboreado tenho certezas e a certeza de que é esse momento que os educadores têm que procurar. Se assim for, a nossa parte estará concluída e o resto é com as outras partes da engrenagem! Vamos pôr lá isto a funcionar e cada um fazer a sua parte…vale mesmo a pena procurar esse momento e trabalhar para ele… e é mesmo só um momento!!! Temos é que estar atentos a ele! Assim, é com toda a certeza um bom caminho e todos lá chegaremos… um dia.

2006-06-05

Uma flor para ti!

Muitas palavras poderia eu escrever a quem nasceu neste dia 5 de Junho, mas estas são só para ti! Não é o sol nem a suave neblina das manhãs do Porto, e muito menos as paisagens fantásticas mais ou menos urbanas que despertam todos dias e em particular num sábado qualquer que fazem mover esta maquinaria a que chamamos corpo humano. A música que tanto faz por nós e a sua sempre boa companhia que suaviza os contornos bicudos da nossa personalidade, ou que os espicaça, num suave e arredondado movimento dos nossos corpos, faz a ligação à esperança, aquela que nos diz que iremos conseguir tudo o que quisermos! E será sempre nós os dois, que substituídos por um só e não mais para ti, que os dias vão fazendo sentido neste puzzle que é saber viver aos bons e os maus momentos. Mesmo quando esses maus momentos parecem eternizar-se, a certeza de sermos um só sobrevive, não… vive constantemente em simplesmente mais uma etapa, que como todas aquelas em que existe comemoração, assinalarão sempre mais e muitos bons momentos. Hoje, 5 de Junho é mais um desses momentos!!! Já sabes que não és a luz da minha vida, e muito menos a razão do meu viver, mas como parte de mim, e só talvez, a melhor parte, temos que a cuidar e alimentar constantemente para nunca adoecermos nem tropeçarmos nas peças do tal puzzle que demorarem mais a encaixar!!! Parabéns por me teres escolhido e parabéns por teres resistido sempre ao longo destes teus anos, que serão sempre e apenas o início de muitos mais! Beijos grandes e até já!!!

2006-05-30

Dia de aniversário: UM ANO!!!


É verdade! Para os mais distraídos, na blogosfera está a comemorar-se mais um aniversário. É o primeiro ano de vida do hei-delachegar!!! Como qualquer data, esta merece a admiração do seu próprio dono e responsável, que sou eu! Um ano não significa mais do que isso, mas no meio deste espaço virtual e “virtuoso”, também não é fácil sobreviver. Lá foi andando e contando e cantando um pouco do que me assaltava no espaço real transferido para aqui! Estou de parabéns!!! Ei!!!Ei!!!

Agora, apetece-me mudar de formato. Também é para isso que os aniversários servem. Mas destas questões, só o tempo o irá dizer, pois o apetite de mudar, pode não ser acompanhado pela capacidade de o fazer. Está mais ou menos claro que o hábito faz o monge. Então está na altura de mudar de hábito, porque o Monge será o mesmo.

Um ano de vida… está a saber-me bem!

Parabéns e continuação de um bom ano para todos, pois com toda a certeza que entre todos e com cada um, hei-delachegar!!!

2006-05-26

Estar preparado

Há coisas para as quais estamos preparados. Há outras para as quais, pensamos estar preparados. Há no entanto outras ainda, para as quais nunca estamos preparados. Se me puser a pensar, coisa esta para a qual pensamos que estamos preparados, e se me transportar para o início de todos nós, o nascimento, não consigo saber se estávamos preparados, se pensávamos que estávamos preparados, ou se nunca estamos preparados. Todos choramos quando nascemos. Posso dizer que estava preparado para chorar, mas não! Apenas pensava que estava preparado para nascer. Onde estava o choro nisto? Os nove meses, são a média, 38 a 40 semanas é o intervalo ideal, mas podemos nascer, mais ou menos por aí! Posso dizer que estava preparado, ou então alguém achou que estava preparado, ou ainda, não estava mesmo preparado… pensava eu! Mas afinal, estava mesmo preparado. Apenas pensava que não estava preparado. Seja como for, podemos até assumir, que se nascemos e vivemos até à idade de escrever alguma coisa, é porque definitivamente estávamos preparados para nascer. E o que é feito dos que não chegaram a nascer? Estavam preparados mas… pensavam que estavam preparados mas… não estavam preparados! Consigo aceitar esta ideia, não estavam preparados. Mas porquê? Já têm tudo direitinho, aconchegadinho e com muito carinho… e muitos inhos mais! Como é possível, alguém não estar preparado? Diz aquele que eventualmente pensou alguma vez, que não estava preparado e que já escreve. Neste ponto, parece-me que já podemos falar de perda e com sentimento à mistura, algo muito mais profundo, não necessariamente mais complexo, mas, e isso sim, eventualmente inexplicável… porque com o explicável podemos todos. Afinal, o ser humano em peso, seja ele a nível individual, colectivo ou até global, passa a sua existência a tentar explicar tudo!!! Nada como nos admirarmos com a explicação que uma criança consegue arranjar ou desenrascar para tudo! E mesmo assim, querem crescer muito rápido porque já sabem tudo! Não nos vá aparecer um adulto pela frente que continua a acreditar que tem explicação para tudo… porque ainda há muito desses… sem ofensa. Temos mesmo que nos reduzir à insignificância de adulto, que já sabe ou tem a obrigação de saber, que não há explicação para tudo, e isso é que é deixar de ser criança. Naturalmente que como adulto, tenho que evitar as longas e tempestuosas idades da adolescência, onde tudo consegue ser explicável e inexplicável ao mesmo tempo!!! Estava já eu, a falar de perda e passei rapidamente para o explicável ou não. Mas, pode ser que esse sentimento de perda, também seja qualquer coisa que foi construída por nós próprios! Pois é! E se foi construído por nós, também pode ser destruído por nós… e agora acho que estou a levar-me a falar de esperança… a esperança de que conseguimos destruir o sentimento de perda por nós construído! E se é verdade, que esperança é aquele que espera, e se como adultos já percebemos que saber esperar é uma virtude, não só divina, que nos ajuda a alcançar e que como já escrevi num texto anterior, podemos e devemos aproveitar o tempo de espera para fazer alguma coisa, resta aproveitar o tempo de espera, na esperança de que o inexplicável passe de mansinho e se torne rapidamente um aliado do sentimento de perda, onde facilmente se vai diluir no estar preparado… e engolir de forma bem digestiva esta ideia! Uf!… até parece fácil!!! Não sei se hei-de lá chegar, mas “temos” que o conseguir!

2006-05-16

Não há bela sem senão...

É bom viver no campo. Esta frase assalta várias conversas e levanta as mais fervorosas defesas de diferentes pontos de vista. Estou eu na minha varanda, um pequeno luxo que só tem sentido numa cidade, e muito mais importante quando essa mesma varanda dá para umas amostras de campo existentes nas traseiras de alguns vizinhos pertencentes já a outra freguesia. A cor verde, os cheiros característicos do campo, os barulhos de alguns animais domésticos, comestíveis ou não, e as desarrumações, também estas características da maioria destes espaços fazem parte do dia a dia da minha varanda. É bom viver no campo, estando este no meio da cidade. Olho para o chão da minha varanda e vejo crescer, vários montes de manchas com variadíssimas cores, que insistem em alimentar uma grande quantidade de plantas, que só a insistência e impertinência das ervas daninhas, faz com que sobrevivam no chão de betão da minha varanda. Olho para o ar e vejo uma série de animais voadores identificados como animais urbanos, a namorarem alegremente, e a fazerem desta bela varanda a sua fonte de despejo intestinal, que insistem em colaborar para que não me esqueça do campo. Aquele onde estas mesmas circunstâncias não são mais do que uma bênção dos céus e do tacho! Os maravilhosos cacarejantes a cacarejarem desde que o sol nasce e que só termina quando a cidade já acordou, fazem também parte desta claque de apoio ao campo e que naturalmente se sentem protegidos pela impunidade da inexistência de uma boa e equilibrada pressão de ar para lhes por as ideias madrugadoras no lugar. Magníficas traseiras da minha varanda, onde a voz matinal e vigorosa dos cães, teimam em assinalar a presença de mais uns quantos animais urbanos e assim espalhar no ar, a sua impotência em lhes dar caça!

Ter todas estas características campestres no meio da cidade dão que pensar e até ficar com algumas saudades de som magnânime dos animais de lata, borracha e plástico que cavalgam pelas ruas da cidade. Não sei, tenho algumas dúvidas e assim sendo, fico-me pela defesa destes animaizinhos de estimação urbana, mesmo quando saio da minha varanda, do meu pequeno campo e entro em pleno, nos passeios da cidade, até encontrar torres, algumas gémeas, elaboradas de forma geometricamente quase perfeitas em cone, em espiral, tão altas que até ficam brancas na ponta, que de forma distraída vão chamando a atenção para a magnanimidade da flora e construções intestinais destes nossos pedaços de campo na cidade. Até parecem do dono!!! Enfim, procurem a bela e o senão!!!

2006-04-25

Ninguém prende o pensameto - 25 de Abril sempre!













Imagens: O Público; Escola das Taipas
O meu agradecimento a quem lutou pelo 25 de Abril.
O meu agradecimento para quem luta diariamente para uma sociedade melhor, mais livre, mais igual, mais fraterna, mais de todos...muito mais de todos...
Hei-delachegar!!!

2006-04-23

23 de Abril - O Livro



O livro ocupa grande parte das nossas vidas, ou por outro lado, é parte fundamental nas nossas vidas. Não gosto de ouvir dizer que o livro precisa de nós para sobreviver! Nós é que precisamos do livro!!! Sem o livro, não haveria vida que valesse a pena ser vivida, ou pelo menos, passaríamos ao lado de uma boa parte de ela. Mas o livro pode oferecer também grandes complicações. Sim, grandes complicações…
Vou tentar explicar. O grande problema do livro poderia ser a sua arrumação. Livros pelas esquinas da nossa casa. Livros pelas esquinas das casas nos nossos pais, mães e por aí fora. Livros que se acumulam nas estantes em duas e três camadas, que só fazem perder o rumo de muitos outros livros, que por vezes os compramos de forma repetida. Livros que não sabemos o que lhes fazer, pois perderam a validade nas nossas vidas. Livros que lemos e que por vezes não sabemos como foi possível aguentá-los. Livros emprestados de um ou outro amigo mais distraído, porque os distraídos nunca somos nós…claro. Livros que nos fazem relembrar momentos ou que partilharam momentos connosco. Livros que nos fazem perder momentaneamente o rumo do nosso orçamento e que numa loucura temporária foram parar lá a casa. Livros que nunca lemos e que nunca vamos ter paciência para os ler. Livros que guardamos para o futuro e que nesse futuro já nem tempo temos para os livros do presente.

Não sei, mas depois de isto tudo, o livro continua a ser uma coisa magnífica que vale bem a pena todos os sacrifícios.

Assim, o dia 23 de Abril, adoptado como o dia internacional ou mundial do livro, foi uma ideia magnífica, eventualmente adoptada de um costume catalão, onde o livro e a flor andam de mão dadas. E é mesmo de mão dada!!! Quem já viveu este dia em terras da Catalunha, já saboreou a troca de uma flor por um livro! É fantástico!

Viva o livro… que viva o livro…

2006-04-21

Tempo de espera

O tempo de espera pode ser assustador.
Em criança julgamos que nem o conseguimos aguentar e queremos deixar de o ser rapidamente!
Em muito mais criança, é simplesmente impossível existir tempo de espera, simplesmente não existe. Não aprendemos a usufruir do bom que o tempo de espera tem.
Quando somos mais velhos, jovens, o tempo de espera torna-se amargo, ambíguo e sem sentido. Ora queremos esperar…que isso passa… ora não queremos esperar… que isso nunca vai passar…

Mas vamos crescendo, vamos ficando mais velhos e mais ponderados. Fazemos da moderação um estatuto social que só a idade, aparente, pois temos que aparentar essa idade de mais velhos… que só a idade nos dá. Pois o tempo de espera continua a ser insuportável… já esperámos muito tempo, a esperar fiquei velho, já passei a minha vida à espera… e pergunto-me: À espera de quê??? Mas afinal o que é que fiz desse tempo de espera? Passei o tempo de espera a protestar do tempo de espera, o tempo passou… a esperar!!! Também viver no tempo de espera é uma arte que vale bem a pena desenvolver e porque não, a fazer arte? Seria a arte de esperar no tempo de espera. Temos que aprender e a aproveitar o tempo de espera! Estar preparado para ele, recebê-lo como quem recebe mais tempo, para ter tempo de gozar e usufruir bem o tempo de espera!

Vamos ser felizes com os tempos de espera que nos esperam!!! Todos esperámos nove meses e bem sofremos quando esse tempo de espera acabou, ou já não se lembram? Podemos não conseguir à primeira, nem à segunda, mas também foi assim que aprendemos a andar e a fazer a maioria das coisas que fazemos. Vou tentando, porque assim… hei-delachegar!

2006-04-10

Em busca de um lugar encantado

Acredito que todos têm um lugar encantado. O nosso lugar encantado!!! É só nosso, é encantado. É encantado por nós, não pode ser um lugar qualquer, encantado por qualquer um!!! Claro… parece-me perfeitamente claro. Somos o senhor do nosso lugar encantado e pode não ser perfeito! Não somos deuses para nos armarmos em fazer um lugar encantado! Mas, podemos ser o encantador do nosso lugar. Talvez já não possamos utilizar o encantamento para o nosso lugar encantado… já não seria um lugar encantado. Seria uma outra coisa, superficial, enfeitiçado, influenciado por algo que não fossemos nós, o dono do verdadeiro lugar encantado.

Um lugar encantado não é mágico, pode nem sequer ser irresistível, muito menos atractivo ou maravilhoso, mas é encantado. É arrebatador, tentador, prazenteiro e cheio de qualidades…encantadoras. É arriscado, é ousado e grandioso, mas não é fruto de um encantamento, de um qualquer feitiço que nos tolhe, deturpa e infecta facilmente o nosso lugar encantado.

Temos que resistir à facilidade do encantamento, da magia e porque não, da feitiçaria, mas não podemos desistir da procura do nosso lugar encantado. Podemos convidar quem quisermos para o nosso lugar, sermos bons anfitriões do nosso lugar, partilhar lugares encantados e depois, voltarmos para o nosso lugar! Cada um voltar para o seu lugar encantado!!! Temos que o defender, limpar, actualizar, rechear, repensar e assim, continuarmos a pertencer ao nosso próprio lugar encantado. Facilmente o nosso lugar encantado poderá deixar de ser o nosso lugar encantado… mas este é o meu lugar encantado? Pergunta…de difícil resposta…

Vamos então continuar à procura do nosso lugar encantado, mas cuidado!... com o lugar encantado. Já encontraram o vosso? Eu não mas… hei-delachegar!!!



2006-03-17

Um Museu que bem pode ser uma maternidade


Este espaço vale a pena ser visitado. Está recheado de histórias e de história, que se misturam como um ingrediente perfeito com o nosso sentimento e imaginação. Os mais audazes, podem até tentar experimentar, como que de um desafio à obra do Mestre fosse feito e aceite! Os instrumentos são muitos e bons, que só o apurar de destrezas, de um homem e seu filho ao longo de mais de 50 anos, o podem fazer.

Podemos vê-lo como a junção perfeita de mãos ancestrais às mais apuradas técnicas de execução musical dos actuais instrumentistas, ou pelo menos de alguns. É um pouco húmido no Inverno e fresco no Verão, que só uma visita calorosa pode fazer com que os instrumentos expostos aqueçam o espírito e a atmosfera que se vive. Para compor esta orquestração, o caminhar em harmonias sucessivas para o fim da visita, é obrigatório a “vivenciação” da oficina do Mestre. É aí que tudo o que foi visto anteriormente faz sentido.
É lá a maternidade destes instrumentos, que paridos com a ajuda do artesão, se dá à luz, lindos como tudo o que nasce!!! Podemos encontrar a união quase perfeita entre o início, bruto e cheio de pó, serras, faróis e formões, até ao fim onde a delicadeza do polimento final e do verniz, com um ou outro embutido em madre pérola, faz levar cada nascimento para

o berço Museu ou para a casa de algum felizardo.


É o Museu dos Cordofones de Domingos Machado. Bem haja!!! E eu com ele vou chegando mais perto e muito provavelmente a lugar nenhum, mas com muito gozo e felicidade pela contribuição.


Apareçam porque assim vale a pena e claro que… hei-delachegar!!!

2006-02-17

Pontos de encontro


O que podemos aprender com a simples observação do que nos rodeia, é uma fórmula que nos pode evitar muitas dores de cabeça, ou até evitar que fiquemos sem ela. É verdade! Não quero fazer deste espaço dedicado à escrita, um ponto de aconselhamento, e muito menos pensar que posso ensinar alguma coisa a alguém, sendo esta afirmação, uma verdadeira realidade! (Uma verdadeira realidade…). Também quero evitar ter que fazer este tipo de afirmações muitas vezes, isto é, fazer uma aproximação ao que poderíamos chamar de justificação. Não! As justificações são para as questões levantadas que eventualmente mereçam essa acção do espírito ou até da razão. Seja como for, os pontos de encontro existem. Existem e servem de referência a isso mesmo, pontos de encontro. A verdadeira realidade é que pode eventualmente não existir! Realidade… verdadeira… existir ou não? Se é realidade já será verdadeira, por isso, ela existirá, mas… a dúvida poderá perdurar para sempre. Posto isto sobre o ecrã, os pontos de encontro existem mesmo. Em primeiro lugar, um ponto nunca está sozinho num encontro. Um ponto de encontro significará sempre a existência de dois pontos. Em segundo lugar, esse ponto de encontro, que já sabemos que só existe com dois, tem que ter uma ligação. Esta ligação pode ser por uma recta, uma curva, ou até uma mistura destas duas manifestações de ligação. Num futuro próximo, até posso admitir uma ligação virtual, mas nunca será uma ligação sem ligação…fica para esse futuro próximo. Em terceiro lugar, porque é preciso ter respeito pelo três, um ponto de encontro deverá sempre de ter uma rede, pois se o ponto de encontro falhar em alguma das duas premissas anteriores, dá sempre jeito essa rede para amparar a queda.

Não vou dizer que os pontos de encontro comandam a vida, mas com toda a certeza que comandam a ideia que levou à elaboração deste texto. É preciso compreender, respeitar, procurar, manter, ligar, reforçar, deslaçar, entrelaçar e outras coisas mais, para que um ponto de encontro encontre a sua verdadeira força e sentido.

Usem e abusem do ponto de encontro, mas cuidado… um ponto…dois pontos… não façam do ponto de encontro, nunca, três pontos… eu pelo menos para lá caminho, por isso tenho a certeza de que hei-delachegar!

2006-01-28

Há coisas que devem ser partilhadas


Serei daqueles que acreditam ferozmente, que não devemos de partilhar tudo e muito menos a infelicidade. Mas há infelicidades, que por serem tão genuinamente puras, merecem esse elevado estatuto de partilha. Também não existe nenhum tipo de alternativa, pois é de facto uma infelicidade maravilhosamente bela. Nunca o partilharia, mesmo que de forma anónima, se assim não fosse. É tão bela e veio num momento tão certo, que já não terá mais o baixo estatuto da infelicidade, pois esta, ainda terá os meios e a oportunidade de subir na cadeia hierárquica da vida futura de que já teve um passado de criança.

É simplesmente a carta manuscrita de uma criança, em relação a uma ideia genial, ditada por uma avó. Fala de um churrasco e…bom proveito.

2006-01-13

Por onde andei!

É o título deste texto que está errado. Claro que não vou expor a toda a comunidade bloggista e outros, o que andei a fazer nestes tempos desde que desejei um bom natal, desde o ano passado! Enfim, para os mais entendidos, o título está mesmo errado. Mas então que estou eu para aqui a dizer? Não, a inspiração não acabou, nem estou a expirar nada. Estou apenas a preparar-me para começar a dizer qualquer coisa… esta já a aprendi com os nossos políticos! Mas também não é deles que estou a querer dizer alguma coisa. Desses, já não há ABSOLUTAMENTE mais nada para dizer. Vou mas é falar de prendas… são as minhas, é certo, mas não deixam de ser prendas, aquelas coisas que nos podem, ou pelo menos devem, surpreender, mesmo que sejam as dos outros. Não quero dizer com isto, que vivemos com as prendas dos outros, mas podem por vezes, dar-nos um ligeiro aconchego… que alegria. Não há nada melhor que o carinho humano…porque não vou muito à música com animais domésticos…mas não há nada que chegue a uma boa ideia e melhor ainda, a uma ideia fantástica!!! Desculpem-me o facto de não partilhar esta prenda com vocês, mas sempre podem ficar contentes…o tal aconchego! Também tive muita música, que só para citar alguma… não, mas continuem a acreditar e a ter o tal aconchego! Sempre que me sentei à mesa, foi qualquer coisa de memorável. Desde o calor da lareira até à energia das generosas calorias, só tive tempo para pensar que não poderia invejar ninguém neste mundo. Até este pensamento desapareceu, deixando apenas a suficiente vontade de partilhar estas palavras. As prendas foram-se sucedendo até chegar ao auge de todas elas…ao clímax que queremos sempre e forma bem ingénua, que nunca acabe. Podem acreditar e ficar bem aconchegados, que esta então é que não vou dizer que prenda foi! É preciso acreditar e todos os desejos serão sempre realizados…é preciso continuar a acreditar e tudo fará sentido um dia…por tudo isto e muito mais, é que é preciso não deixar-mos de acreditar porque…Assim ficamos todos bem mais aconchegadinhos!

Já agora, um muito bom 2006, que todos havemos de lá chegar…ao fim.